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Mesmo sem epidemia, população precisa estar em alerta contra o Zika

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Um anos após a epidemia de Zika no Brasil, pouco mudou em relação às condições e aos riscos de infecção pelo vírus. As condições precárias de saneamento e a falta de conscientização sobre a transmissão sexual desprotegida (sem camisinha) fazem com que o perigo da doença continue ameaçando milhões de pessoas no país.

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Wagner Martins, diretor adjunto da Fiocruz Brasilia, Jaime Nadal, Representante do UNFPA no Brasil, Joana Chagas, Gerente de Programas da ONU Mulheres, Haydee Padilla, Gerente da Unidade Familia, Gênero  e Curso de Vida da OPAS/OMS.

 Com essa preocupação, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a ONU Mulheres mantêm ativo o trabalho da “Sala de Situação, Ação e Articulação sobre Direitos das Mulheres em tempos de Zika”. O último encontro da iniciativa aconteceu no dia 7 de agosto, em Salvador (BA), antecedendo a Feira de Soluções para a Saúde - Zika.

A Sala de Situação levou para o debate os resultados de experiências do projeto conjunto na perspectiva dos direitos das mulheres, com ênfase nos direitos sexuais e reprodutivos no contexto da epidemia do Zika vírus. A iniciativa é uma das principais estratégias das Nações Unidas frente à crise da epidemia Zika. O projeto iniciou em março de 2016, um mês após a Organização Mundial de Saúde ter anunciado emergência pública internacional para o Zika e a síndrome congênita associada. Nas Américas e no Caribe, o Brasil foi o país com maior incidência do vírus zika e de outras arboviroses.

"A Sala foi fundamental para o engajamento da sociedade civil e para a construção de posicionamentos conjuntos com a ONU, e serviu para articular as políticas públicas relacionadas ao Zika às questões de gênero e saúde reprodutiva, colocando-as como elementos centrais para a consolidação dos avanços sociais do país”, afirmou o Representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Com o fim da emergência no Brasil, surgiram novos desafios. Em Salvador, a sexta Sala de Situação concluiu que, apesar da queda na incidência, "a epidemia continua“ e que a vigilância precisa permanecer alta. As preocupações ainda estão fortes pois os membros estão conscientes que complicações relacionadas ao vírus, que não estão ainda visíveis, podem revelar-se.

A epidemia também reiterou as iniquidades em saúde, em especial aquelas relacionadas ao acesso aos serviços de qualidade e aos contraceptivos modernos. Dentre as mulheres que tiveram filhos com a Síndrome Congênita do Zika Vírus 4,2% tinham 15 anos ou menos; 22,6% entre 15 e 19 anos e 44,5% entre 20 e 29 anos. Mais de oitenta por cento das mães de crianças com a síndrome são mulheres negras.

 

Mais direitos, menos Zika

Durante o encontro e os três dias da Feira de Soluções para a Saúde - Zika, o UNFPA teve a oportunidade de apresentar a campanha de comunicação #EuQuero Mais Direitos, Menos Zika, resultado da iniciativa “Atuando em contextos de Zika: direitos reprodutivos de grupos em situação de vulnerabilidade”, implementada em Pernambuco e Bahia de maio a novembro de 2016.

O principal objetivo da campanha, realizada em parceria com entidades da Sala de Situação, foi engajar jovens, adolescentes e mulheres para a realização de ações de mobilização comunitária e vigilância em saúde em diferentes territórios nos estados de Pernambuco (PE) e Bahia (BA). Com isso, buscou-se mitigar os impactos da epidemia no exercício dos direitos reprodutivos das mulheres adultas e jovens, sem desconsiderar os direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais.

Durante o evento, também foram reafirmadas as principais mensagens a ser divulgadas: as mulheres mais afetadas foram mulheres jovens e negras; o impacto direto da epidemia do vírus Zika na vida das mulheres e no exercício de seus direitos, incluindo os direitos sexuais e reprodutivos, e a importância do acesso e uso de preservativos masculinos e femininos, que permitem não só o planejamento da vida reprodutiva mas também a transmissão do zika por via sexual.

Para saber mais sobre a campanha Mais Direitos, Menos Zika, acesse http://maisdireitosmenoszika.org/

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